sábado, 17 de maio de 2008

Governo cubano lança cineclube contra a homofobia


Parte de uma campanha nacional contra a homofobia, o cineclube é um marco na ilha. Depois de amanhã, Cuba comemora - pela primeira vez com chancela oficial - o dia internacional contra a homofobia. A data marca a retirada da homossexualidade da categoria de distúrbios psiquiátricos da OMS (Organização Mundial de Saúde), em 1990.

A campanha é coordenada pelo Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex), presidido por Mariela Castro Espín, filha do dirigente cubano Raúl Castro e da guerrilheira e ativista feminista Vilma Espín.

Campanha nacional

Além do cineclube, a campanha vai abrir os meios de comunicação para mostrar o "apoio político" do governo ao esforço da luta contra a homofobia, informou a sexóloga Mariela Castro.

"Vimos que chegou o momento de fazer algo muito mais forte" que antes, completou Mariela, ao anunciar a celebração da Jornada Mundial contra a Homofobia no próximo sábado (17).

O apoio à celebração – que inclui o Partido Comunista, o setor juvenil, ministérios, autoridades, provinciais e até a Polícia Nacional – representa um forte sinal de retificação da política de discriminação sexual imperante na ilha até duas décadas atrás.

A aceitação da diversidade sexual, impulsionada entre outros personagens por Vilma Espín (morta em junho de 2007), à frente da Federação de Mulheres Cubanas, ganhou terreno na ilha nos últimos anos, mas persistem preconceitos homofóbicos arraigados na sociedade, sobre os quais não havia até agora manifestações explícitas oficiais de alto nível.

A jornada será a primeira mobilização desse tipo com alcance e difusão previstos. Agora "temos um diálogo mais estreito com o partido (comunista) e temos conquistado melhores alianças entre as instituições", disse Mariela.

Ela acrescentou que, apesar da campanha educativa permanente do Cenesex, "pelo que se percebe no cotidiano, sabemos que é bastante" o impacto social da homofobia. As principais atividades da jornada se realizam no Pavilhão Cuba, um recinto para exposições localizado no bairro de La Rampa, a região mais concorrida do distrito comercial de Vedado.

Debates nos meios

A rádio e a televisão progamarão debates e séries dramatizadas sobre o tema. Na televisão, vai estrear em horário nobre Brokeback Mountain, filme do realizador taiwanês Ang Lee que, em 2006, ganhou o prêmio Oscar em três categorias. A película narra a história de um casal homossexual nos rincões rurais dos Estados Unidos.

A imprensa, que aborda a diversidade sexual só de maneira marginal, "vai começar a trabalhar abertamente" com o tema, disse Mariela.

A jornada de 17 de maio lembra a data de 1990, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) eliminou a homossexualidade e a bissexualidade de sua lista de doenças mentais e também se celebrará em algumas localidades da província.

O Centro Nacional pela Prevenção de HIV vai participar da mobilização. Até dezembro, havia 9.304 casos de infectados com o vírus no país, dos quais 80% eram homens, e, dentro desse universo, 84% homens que faziam sexo com outros homens, informou a médica Rosaida Ochoa, diretora da instituição.

FONTE: www.vermelho.org.br

sábado, 10 de maio de 2008

1968, o ano que ajudou a desenhar a face do mundo



1968, o ano que ajudou a desenhar a face do mundo
A imagem mais difundida do movimento de maio de 1968 – que, tendo seu epicentro nas universidades francesas, espalhou-se pelo mundo como um vagalhão – é a do levante estudantil e juvenil.A imagem tem força – aquele movimento ganhou visibilidade quando, no dia 3 de maio de 1968, os estudantes parisienses saíram às ruas para protestar contra a decisão da reitoria da Sorbonne de fechar a célebre universidade parisiense, reagindo à um movimento à luta estudantil que crescia desde o final de 1967. Foi a primeira vez que, em 700 anos, a universidade fora fechada e seu recindo ocupado pela polícia, e a decisão foi um choque para a opinião esclarecida dos franceses.O movimento de 1968 não surgiu, contudo, como um raio em céu azul, como se diz. E não foi somente estudantil e juvenil. As lutas sociais cresciam na Europa, nos Estados Unidos e em várias partes do mundo, particularmente na América Latina. Elas envolviam os trabalhadores, os estudantes, os negros, as mulheres, a população dos países colonizados da África e da Ásia na luta contra o imperialismo e pela independência, o protesto contra as ditaduras militares que proliferavam na América Latina. No Brasil, aquele foi o ano do maior e mais persistente protesto de massa contra a ditadura militar, apenas superado por aquele que ocorreria dez anos mais tarde e que colocaria em xeque no regime dos generais.A ano de 1968 ficou na história, assim, como o símbolo do maior protesto anticapitalista ocorrido na segunda metade do século XX e por isso é uma data memorável.O conjunto de artigos e imagens cuja publicação o portal Vermelho inicia hoje é uma homenagem àqueles lutadores e àquelas lutas que, há 40 anos, ajudaram a mudar o comportamento e a forma de viver, ajudando a desenhar a face que o mundo tem hoje.

Documentário (em francês) sobre o movimento de maio de 1968:

http://www.youtube.com/watch?v=BcDCsCGdOm4&feature=related

Algumas cenas da greve geral que abalou a França:http://www.youtube.com/watch?v=rWkcVt5GY-I&feature=related

FONTE: http://www.vermelho.org.br/